sábado, 12 de setembro de 2009





"Naquele tempo. No tempo de nosso tempo, eu não sabia que muitos anos antes, um Príncipe Idiota ajoelhado diante de um altar perguntava aos ícones, com os olhos cheios d’água:
‘POR QUE CONTAM COISAS ÀS CRIANCINHAS?’
A verdade (...) é que a mim contaram as coisas muito cedo.”

Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro.
E a coisa piorava.”
Meu Pé de Laranja Lima

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