sábado, 19 de dezembro de 2009

Quem vc quer que se sejá ...
Talvez possa te impressionar
ou incrivelmente decepcionar
mas o que vc me diria ?

Então deixa o tempo dizer
o ponteiro do relogio bater saberemos
Quem somos eu e você .
Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto"...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Lights will guide you home Luzes vão te guiar até em casa
And ignite your bones E aquecer teus ossos
And I will try, to fix you E eu tentarei te consertar

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você, mais do que ninguém, sabe como eu fujo de sentimentos clichês. Não gosto da paixão, nem do medo, muito menos das saudades. Evito despedidas e reencontros muito emocionais. Você já me viu chorar; eu fico vermelha e estranha. Eu borro a maquiagem e as riscas pretas escorrem meu rosto. Pareço um pintura abstrata que não quis ser estéticamente aceitável.
Você, mais do que ninguém, me conhece. Sabe como eu sou romântica, boba, chorona e mansa.
Ô VIIDAA TIIIRANAA !
"- Eu queria tanto te entender, Ed. Eu queria tanto saber o que houve com você, conosco.
- São os instintos, Nena.
- O de auto-preservação e o de auto-destruição?
- É.
- Ed, isso é doentio.
- A natureza é, nós dois também. Nós nos preservamos tanto, Nena, nos cuidamos tanto... E tudo isso só para termos o que destruir depois. E nós estamos nos destruindo porque já nos preservamos demais. E eu sei que você concorda comigo.
- Você me lê como se leria um livro bobo, Ed.
- Não adianta tentar fugir, Nena. Isso vai acontecer agora, ou quando você virar a esquina amanhã e se deparar comigo trepando com outra. Você não cansa?
- De você e das suas loucuras? Porque se for disso, eu me canso.
- Não, Nena. Você não cansa de correr da verdade? De correr do inferno?
- Eu não sou uma fujona. E eu não corro da verdade.
- Então porque não aceita que nosso relacionamento acabou? Não adianta fugir disso e vir aqui, conversar comigo sobre o que nem sentido tem mais: Essas coisas não vão voltar, deixe o presente te alcançar.
- Ed, você me perguntou se eu não canso de correr do inferno e olhando pra você agora, patético, com medo de se relacionar eu quero te dizer que não, eu não corro do inferno. O diabo que eu tanto temia, eu vejo agora todo dia. É só olhar pra você."
A moça senta no banco sujo daquela praça verde e fica pensando como será sua vida daqui vinte anos. Chora imaginando o que o futuro reserva. Talvez o choro seja de esperança, ou felicidade. Talvez seja só medo e tristeza mesmo.
A tristeza da moça as vezes se disfarça de nostalgia e ela diz que não machuca tanto assim ser uma moça daquele jeito. Ela dá um suspiro triste sempre que vê alguém passando. Talvez seja saudade.
A moça é tão intensa e cegante que quase ninguém a nota ali naquele banco sujo daquela praça verde. Ela coloca os fones e eu começo a sentir que talvez ela seja minha companhia para o resto da vida.
Ela sempre vai e volta por entre praças verdes, bancos sujos e lágrimas sofridas.
As vezes ela se volta contra mim, e sempre tem uma artimanha diferente.
E de repente eu aprendo que em certos dias é impossível impedir que a tristeza domine o ambiente. Nessas horas a moça deve estar chorando, em algum banco sujo de alguma praça verde, mas não tem problema, eu choro aqui também e não tem e não tem nenhum verde para alegrar meus olhos, só o cinza da fumaça docigarro.
E, eu repito: Não tem problema.
Eu gosto de cinza também.

“Submeto-me e sinto-me quase alegre.
Quase alegre como quem
se cansa de estar triste.”
[Fernando Pessoa]

(Dedicado a moça mais triste que já conheci. Eu mesma.)


Eu quase não te amo mais, eu quase te odeio, eu quase não sinto ciúmes daquelas garotas que andam pra lá e pra cá com você, todas elas penduradas no seu pescoço.
Eu quase não te procuro, eu quase rasgo nossas fotos, eu quase apago seu número, eu quase me arrependo.

Eu quase não escrevo isso.
Ela era linda. De todas as mulheres que já vi na vida, ela era a mais linda. Sorria com uns olhos que tinham um brilho parecido com o da lua. Ela tinha cheiro de flor e um cabelo meio agroselhado. O beijo tinha gosto de amora. Quando eu a vi pela primeira vez senti vontade de lhe comprar um anel e uma praia.
No reflexo dos seus óculos pareço uma flor em um caleidoscópio. Uma flor com brinco de pérola e saia rodada. Dentro dos seus olhos que sorriem, chovem todas as estrelas cadentes, e então eu fico te olhando e pedindo para não te perder. Não assim, sem nem chegar a ter.
"Inexperiência e esperar, esperança de amar".


A moça acordou e foi comprar papel de carta, viu uma maquina fotográfica e resolveu que também ia comprar, queria registrar na alma o dia em que decidiu ser feliz. Ela sabia desde que abriu os olhos na manhã que aquele era o fim, e que não doia mais. Finalmente o tempo de espera e depressão-pós-relacionamento havia acabado. A moça chegou em casa, se olhou espelho e se perguntou pela milésima vez onde havia errado, e se sentiu tão ridícula por fazer uma pergunta tão clichê da fase de depressão-pós-relacionamento. Ela sabia onde havia errado, mas tentava encobrir toda a sua insegurança e todas as vezes em que demonstrou ela. Tentou encobrir todas as vezes em que expos sua alma nua para ela. Ela chorou lágrimas salgadas sem explicação. Lágrimas que tiravam o peso de uma tonelada do coração dela. O vazio de dentro do peito foi passando e entrou uma sensação em seguida de que tudo ia ficar bem, então resolveu escrever uma dessas cartas de depressão-pós-relacionamento. Então ela se sentou e se vestiu de palavras que não eram de mais ninguém. Só dela. E então conseguiu escrever a carta mais cheia de medo, mania, beijo e acima de tudo amor de toda sua vida. Era isso que aquele carta era: Parte da sua vida.
Então imaginou a carta chegando, ela abrindo-a e vendo novamento toda sua alma nua, exposta e sem medo. Porque ela não tinha receio de amar e errar, e talvez esse tenha sido seu maior erro.
Fazia quanto tempo? Sete meses, talvez.
"Tentei te esquecer, te tirar do fundo da minha alma, mas não posso e na verdade, eu nunca quis. E nossa história acabou antes de um ponto final, você sabe o quanto eu ligo para virgulas e pontos. Doeu não ver o nosso, acho que por isso demorei tanto para compreender o que havia acontecido. Nossa história evaporou, como uma dessas chuvas fininha de verão.
Sabe, acredito que você é uma dessas pessoas que não nasceram para ficar. Existem pessoas assim, não existem? Dessas que não conseguem ser permanentes. Você é uma marinheira em um porto, quando eu te encontrei você me contou tantas histórias lindas envolvendo sereias e cantos que eu não consegui enxergar que uma hora ou outra, você ia partir para outro porto, para contar outras histórias. Você foi embora e levou o meu amor junto com você até o próximo cais. Foi aí que começou a tempestade, porque eu te vejo assim de vez em quando, como uma tempestade que mudou minha vida completamente. Toda aquela intensidade não iria me deixar ser a mesma nunca mais. Você me fez descobrir uma moça fina que havia aqui dentro, uma moça que as vezes diz coisas inteligentes e adora ser protegida. Me fez ver que às vezes a gente tem que parar de se preocupar e se perguntar o tempo todo. Eu estou levando uma vida muito mais fácil depois de você, não me questiono mais por tudo e quando acontece, penso com carinho em você que me fez descobrir tanta, mas tanta coisa. Como aquele azul que eu achava sem graça e você me contou dele de um jeito tão lindo que hoje em dia tudo é mais blue na minha vida. E um blue tão cheio de graça e beleza. Você me mostrou que o azul faz a gente querer voar alto. Mas então você voou daqui. E eu não entendia o porque de você ter ido me deixando com tantas coisas. Tantas coisas bonitas que eu preciso dividir com alguém. E é por isso que escrevo: Para por um ponto final e poder seguir em frente, em outra folha, para poder mostrar o azul para outras também. As coisas tinham mesmo que ser assim. E a vida aprontando poucas e boas enquanto eu olhava para dentro, te procurando. Meus olhos faiscando de caprichos e inseguranças. Errei com você por não te agradecer, não foi? Claro que eu queria mais do que tudo que aquelas promessas fossem reais, e é claro que foi puro egoísmo e ignorância. Nós não buscávamos as mesmas coisas, tínhamos mundo diferentes e sonhos construídos sob alguns bons quilômetros de distância. Minha infantilidade de não saber falar na hora certa hoje em dia me faz perguntar por que a gente nunca diz o que tem de ser dito, por que a gente sempre fala mais do que devia, por que as palavras nem sempre são nossas amigas inseparáveis, por que você calou quando tudo o que eu precisava era de um pouco de diálogo. Por quê? São tantas coisas.... Mas a verdade é que simplesmente usamos o silêncio como o ponto final, só que ele era tão grande que fez três, tornando então tudo uma história não terminada. Malditas reticencias.
Nossas linguas soltas que não falavam, mas beijavam. Meu corpo colado no teu e eu sentindo tudo aquilo são coisas que eu não vou - e nem quero - esquecer. Cansei dessa bagunça e guardei tudo que tinha você em uma caixinha, lá no fundo do meu coração. Estou voltando atrás e abrindo a vida, estou reencontrando o dia em que podíamos conversar. Claro que faltou tempo, espaço e maturidade. Só não me faltou coragem para ser boba. Porque a gente sempre fica bobo quando deixa a boca falar do que está cheio o coração. E então ao invez de falar eu engolia músicas românticas, e tinha medo de lembrar da princesa marinheira que tinha ido para outro porto. Se um dia você aparecer novamente vou te abraçar e dizer o quanto seus olhos brilham e o quanto você me ensinou. Você faz falta porque levou um pedaço meu contigo, mas não foi tão ruim porque eu tive que me reconstruir e então passei a ver as coisas de um jeito diferente, de um jeito estrela do mar, de um jeito cheio de jeitos para a beleza se completar. E eu digo estrela do mar porque elas perdem os braços e ficam novinhas novamente. E você me ensinou a ser assim, me ensinou que eu consigo ficar nova em folha e que eu consigo ser tão (ou mais?) bela como antes. E para isso eu preciso colocar o ponto final que faltou. O mundo dá tantas voltas que me deixa zonza, então resolvi sair da toca e pronto: Estou me sentindo melhor. Já agradeci por isso? Por aprender a resolver minhas dores do trabalho, dos sonhos que ficaram para trás e dos "amores-reticências". Desculpa desenterrar tudo isso, mas eu precisava ter certeza que esse passado vai fazer parte do meu futuro. Essa vida tem coisas engraçadas, né? Tudo que foi ainda é. E ninguém entende nada. E há de se rir nas horas certas pra chorar com mais leveza quando o sr. coração resolver adoecer. Bem... esse é o meu ponto final totalmente sem mágoa. E cheio de carinho.

P.S.: Você me disse que eu era a formiga mais bela que você já havia visto na vida, e disse que eu não deveria ter medo das cigarras, folhas, inverno ou afins. Estou bem. Fica bem também.


Quando a moça estrela do mar colocou a carta no correio, sentiu o amor correndo em suas veias. Quanto tempo perdido enquanto ela adiava por esse ponto. Quanto tempo perdido enquanto ela adiava ser o que era. Lembrou-se então da camera e tirou uma foto de seus pés, para se lembrar de não parar nunca, de sempre seguir em frente. Sentiu tanta felicidade que pensou que um dia encontraria outros pés para seguir com ela. O mundo é doce.
E as moças também, apesar de serem confusas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

"A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem - exceto rugas. É verdade, alguns vinhos melhoram com o tempo, mas apenas se as uvas eram boas em primeiro lugar." (Abigail Van Buren)
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais. Fácil é querer ser amado Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama. Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho...*