segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"- Eu queria tanto te entender, Ed. Eu queria tanto saber o que houve com você, conosco.
- São os instintos, Nena.
- O de auto-preservação e o de auto-destruição?
- É.
- Ed, isso é doentio.
- A natureza é, nós dois também. Nós nos preservamos tanto, Nena, nos cuidamos tanto... E tudo isso só para termos o que destruir depois. E nós estamos nos destruindo porque já nos preservamos demais. E eu sei que você concorda comigo.
- Você me lê como se leria um livro bobo, Ed.
- Não adianta tentar fugir, Nena. Isso vai acontecer agora, ou quando você virar a esquina amanhã e se deparar comigo trepando com outra. Você não cansa?
- De você e das suas loucuras? Porque se for disso, eu me canso.
- Não, Nena. Você não cansa de correr da verdade? De correr do inferno?
- Eu não sou uma fujona. E eu não corro da verdade.
- Então porque não aceita que nosso relacionamento acabou? Não adianta fugir disso e vir aqui, conversar comigo sobre o que nem sentido tem mais: Essas coisas não vão voltar, deixe o presente te alcançar.
- Ed, você me perguntou se eu não canso de correr do inferno e olhando pra você agora, patético, com medo de se relacionar eu quero te dizer que não, eu não corro do inferno. O diabo que eu tanto temia, eu vejo agora todo dia. É só olhar pra você."

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